Gibiteca TFG

GIBITECA DE UBERLÂNDIA

 

O projeto propõe um espaço que busca a difusão dos quadrinhos e das artes gráficas, através de um programa que se integre a cidade de forma direta. Isto é, que busca, enquanto espaço público, conjugar suas atividades com o cotidiano da cidade.

A proposta pretende trazer para o lugar uma qualidade de espaço público, hoje inexistente, devido ao adensamento das quadras e da ausência de praças no Bairro Martins, em Uberlândia - MG.

O princípio de proteção/abrigo, descanso e percurso/passagem é o mesmo que algumas travessas, que permeiam esse bairro extremamente adensado, proporcionam; Porém aqui se torna também uma área de permanência, além de permitir que as fachadas ao redor se voltem para essa nova passagem criada, potencializando os usos do quarteirão, bem como as interações entre o espaço público e privado.

 

Instalada num terreno onde antes havia uma antiga fábrica de balas, decidiu-se por manter a chaminé como um marco visual e de referência de memória do lugar, sendo agora com a abertura da quadra, revelada à cidade, reforçando seu caráter de marco referencial.

Ao abrir passagem na quadra e propor que o projeto ocupe o seu subsolo, consegue-se um vazio necessário: um respiro em meio a um entorno de quadras extremamente densas, calçadas áridas e pouco arborizadas, cercadas de ruas de tráfego intenso. Buscando reverter esse quadro.

Assim, busca-se a construção de um lugar por meio do encontro, da confluência de usos e animação da vida pública ao invés da construção de um edifício visível e marcante.

 

"A forma de uma casa nao é aquela que o arquiteto ou artista dá a ela. Nem aquela dada pelo economista ou engenheiro técnico ou estrutural. É a forma dada pelo seu observador"  - Jaques Herzog e Pierre de Meuron

 

A arquitetura e seus elementos, uma vez inseridos na cidade, passam a assumir funções espontâneas não planejadas. A intenção do edifício é construir um caminho onde a arquitetura aconteça através do passeio, do olhar e da apropriação do espaço.

 

"A quadra aberta permite reinventar a rua: legível e ao mesmo tempo realçada por aberturas visuais e pela luz do sol. Os objetos continuam sempre autônomos, mas ligados entre eles por regras que impõem vazios e alinhamentos parciais. Formas individuais e formas coletivas coexistem. Uma arquitetura moderna, isto é, uma arquitetura relativamente livre de convenção, de volumetria, de modenatura, pode desabrochar sem ser contida por um exercício de fachada imposto entre duas fachadas contíguas"  - Cristhian de Portzamparc 

 

 

Trabalho Final de Graduação do então aluno  do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia: Erick Riul Fernandes